Tereza Cristina quer abrir mercados para produtos brasileiros na China

Em sua segunda visita ao gigante asiático, a ministra tem encontros com importantes autoridades locais e diz que há oportunidades para exportar caroço de algodão, proteína concentrada de soja e material genético avícola
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, começou no início desta semana a agenda de compromissos na China, que tem por objetivoestreitar as relações comerciais. Em suas redes sociais, ela disse que a viagem tem a finalidade de “dar continuidade ao trabalho que iniciamos no primeiro semestre”. A equipe da ministra esteve no gigante asiático em maio deste ano.
Nos meses subsequentes à visita, os chineses anunciaram a habilitação de 25 plantas frigoríficas do Brasil, o que elevou para 89 o número de estabelecimentos autorizados a vender carnes para lá. Além disso, os chineses habilitaram 24 laticínios brasileiros a exportar produtos lácteos, como queijos e leite condensado.
Além de Tereza Cristina, integram a comitiva o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Orlando Leite Ribeiro, o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal, e diretores de questões sanitárias e inspeção animal do ministério, adidos agrícolas e representantes da Embaixada do Brasil na China.
No primeiro dia da visita em Pequim, Tereza Cristina se encontrou com o ministro da Administração Geral de Aduaneira (GACC), Ni Yuefeng, que é a autoridade chinesa responsável pelos temas sanitários. A pauta da conversa foi a diversificação e a ampliação das exportações de produtos agropecuários brasileiros.
No dia seguinte, a ministra da Agricultura se reuniu com Jun Lyu, presidente da Cofco, uma das principais empresas de alimentos do mundo, que tem uma subsidiária no Brasil. Ele falou que pretende ampliar o investimento em quatro plantas de açúcar da Cofco no Brasil.
Em suas redes sociais, a ministra afirmou que há “muitas oportunidades para ampliar a pauta de exportações dos produtos agropecuários brasileiros”. Disse ainda que “já há negociações em curso para exportar caroço de algodão, proteína concentrada de soja, material genético avícola, melão, uva e miúdos suínos”.
Outro assunto recorrente na agenda da comitiva brasileira foi a importância dos investimentos chineses em infraestrutura para melhorar o escoamento da produção agrícola brasileira.
Na sexta-feira (25), a ministra integra a comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que estará no país. No momento, o presidente está no Japão. Avesso a peixe cru, no primeiro dia de viagem (21), ele disse, em tom de brincadeira, que não vai comer carne enquanto os japoneses não abrirem o mercado para suínos e bovinos do Brasil.

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Criação de suínos em família reduz uso de antibióticos



Desde que começou a ser implantado na Unidade em 2009, o novo sistema poupou 85% dos animais do uso de medicamentos
Um modelo desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves (SC) comprovou que a criação de suínos em família – desde o nascimento até o abate – é capaz de reduzir significativamente o uso de antibiótico nos animais, por não misturar leitões de diferentes procedências, evitando o estresse e a disseminação de agentes infecciosos. Desde que começou a ser implantado na Unidade em 2009, o novo sistema poupou 85% dos animais do uso de medicamentos. Trata-se de um resultado pronto para o mercado, que impacta diretamente a segurança alimentar do produto final, oferecendo ao consumidor uma carne de alto valor agregado, que alia qualidade e sanidade.
A Embrapa Suínos e Aves investe em sistemas de produção que privilegiam o bem-estar animal há pelo menos dez anos em resposta às exigências da sociedade atual por produtos mais seguros do ponto de vista alimentar. “A partir dos anos 2000, cresceu a preocupação mundial com relação ao uso de antibióticos na produção animal, tanto para a questão da resistência dos próprios agentes que causam doenças nos animais quanto em função da saúde humana”, explica o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves Nelson Morés, líder do projeto que tem como base a produção de suínos em família.
Resultado de um trabalho de pesquisa e prática, que também contou com parcerias e assistência técnica, o sistema de produção de suínos em família é ideal para granjas com até 60 matrizes. Porém, de acordo com o pesquisador, essa prática pode ser adotada para até 210 matrizes, respeitando os princípios do sistema e mantendo cuidados especiais no transporte.
O modelo alternativo dispensa tratamentos preventivos porque os animais da mesma família permanecem juntos desde o nascimento até a terminação.  A convivência reduz o nível de estresse e não expõe os animais aos riscos normais da produção em larga escala, diminuindo a incidência e proliferação de doenças.
Desde que os pesquisadores iniciaram os estudos da produção de suínos em família, os dados são muito positivos. “A necessidade de medicação injetável individual em animais que adoeceram ocorreu em apenas 3% do plantel na fase de creche e em 8,3% na fase de crescimento e terminação. É um número extremamente baixo em relação ao total. Nesse período nenhum tratamento foi realizado de maneira coletiva, por meio da água ou da ração”.
Cuidados na nutrição também são exigidos
De acordo com o pesquisador Nelson Morés, outro fator importante para que a produção fique livre do uso coletivo de antibióticos está ligado à questão nutricional. O fornecimento da ração nesse sistema é como o de qualquer outro, que leva em conta as necessidades nutricionais indicadas. Porém, o diferencial é a adição de um probiótico e de óxido de zinco para controle de problemas entéricos no desmame, além do uso de um plasma seco de suíno para a melhora da digestibilidade dos animais. 
Mesmo em uma produção de escala menor, como nesse sistema, é preciso estar atento ao manejo e aos procedimentos de sanidade. A qualidade da produção deve ser a mesma, independentemente do tipo de sistema escolhido pelo suinocultor. “Muitas vezes os produtores pensam que, por ser em pequena escala, a produção volta ao passado. Ao contrário, é um modelo de sistema de produção com alta tecnologia e o primeiro princípio é a questão de biosseguridade, extremamente importante para proteger o rebanho da entrada de agentes infecciosos”, reforça Morés.
As medidas de biosseguridade são as mesmas utilizadas em sistemas maiores. O pesquisador destaca algumas que são essenciais: cerca de isolamento, vestiário ou escritório para troca de roupa, combate de moscas e ratos, além de reposição de animais com procedência, de preferência de origem única. 
Além disso, no modelo de produção em família, o bem estar animal é uma grande prioridade.  Nesse sistema, a castração dos leitões, por exemplo, é feita por meio de vacina, a imunocastração. Também não há necessidade do corte de rabo e dos dentes dos suínos, pois as brigas e disputas são menores do que em um sistema intensivo com mistura de leitões. As fêmeas são mantidas soltas, tanto na fase de gestação quanto de maternidade.
O sistema de produção em família é simples e consiste na manutenção da ninhada na mesma baia, do início ao fim da produção. Os galpões são divididos em salas, separando as etapas da produção: gestação, maternidade, creche, crescimento e terminação, da mesma forma que nos sistemas intensivos. O importante na produção de suínos em família é respeitar a manutenção dos animais e estar ciente de que os procedimentos e cuidados são os mesmos de qualquer outro sistema.
Modelo agrega valor ao produto final
A produção de suínos em família é perfeitamente viável para os pequenos produtores como alternativa para agregar valor, ofertando ao mercado um produto diferenciado. Em comparação com o sistema de criação intensiva, o modelo oferece maior economia, além de possibilitar o atendimento a nichos de mercado.
“Do ponto de vista de acesso a mercado e agregação de valor, o sistema apresenta atributos que são muito valorizados em alguns segmentos do mercado consumidor, especialmente o de maior renda”, enfatiza o pesquisador e chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Suínos e Aves, Marcelo Miele.
Alguns dos atributos destacados por ele são a possibilidade de uso em pequena escala e agricultura familiar, bem-estar animal, retirada dos antibióticos e a aplicação de genéticas para carne de qualidade, como é o caso da MO25C, genética da Embrapa e usada nesse sistema juntamente com o macho MS115.
O sistema de produção em família está validado pela Embrapa e pode sim chegar até o suinocultor. De acordo com o pesquisador Marcelo Miele, a sua adoção envolve diversas práticas, processos e algumas mudanças nas instalações das propriedades. A recomendação da Embrapa é que não seja feita de forma isolada, mas sim por intermédio de uma cooperativa ou de associação ao qual o produtor é ligado.
Outras duas recomendações devem ser seguidas para garantir o sucesso do empreendimento: “A primeira é se aliar a um ponto de venda, ou seja, uma empresa de varejo que já atua com produtos de valor agregado, como é o caso de uma das empresas parceiras no projeto”, explica. A segunda é ter uma assistência técnica de qualidade, que entenda os preceitos do sistema e ajude na implementação das boas práticas na propriedade. 
Miele destaca as parcerias com diferentes áreas e segmentos como fundamentais para a validação do sistema. “Hoje não basta apenas produzir com a qualidade necessária, temos que convencer o mercado consumidor que os atributos estão naquele produto a ser consumido. E para convencer não é mais como antigamente. Agora o consumidor está longe das propriedades e quer garantias de que o produto consumido corresponde de fato ao que está sendo dito. Assim, firmar parcerias é fundamental para que a confiança seja estabelecida”, finaliza.
O projeto de Sistema de Produção de Suínos em Família sem uso de antimicrobianos contou com parcerias em diversas áreas, da produção ao abate e comercialização. A cooperativa Majestade, do Rio Grande do Sul, é a responsável pelo abate e cortes das carnes, além de estar envolvendo seus produtores na busca de interessados em desenvolver o sistema para ampliar a oferta.
A empresa Korin Agropecuária, pioneira na produção de frangos sem uso de antibióticos e de produtos de valor agregado, comercializa os cortes e produtos em suas lojas de varejo em São Paulo. Outras parceiras são a empresa Vitamix e a Agriness.

RS: ação encontra agrotóxicos proibidos e contrabandeados



As equipes coletaram animais mortos por suposto envenenamento
A Comissão de Fiscalização e Controle do Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, coordenada pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, realizou, entre os dias 30 de setembro a 4 de outubro, operação conjunta para fiscalizar o uso de hidróxido de fentina, comercializado no Brasil com o nome de Mertin 400, em lavouras de arroz pré-germinado na região de Santa Maria e da 4ª Colônia (municípios de Restinga Seca, Agudo e Dona Francisca). A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) atuou junto ao Ibama nesta ação.

Foram encontrados, nos locais visitados, produtos vencidos, contrabandeados (Hidróxico de fentina e metil metsulfurom), além do próprio Mertin. Foi realizada coleta de água, solo, sementes e animais mortos por suposto envenenamento. Também foram recolhidas embalagens vazias descartadas indevidamente.
A equipe da Seapdr, que atuou em Mata, Santa Maria, Formigueiro e Cacequi, emitiu oito termos de fiscalização, dois termos aditivos, dois autos de apreensão e depósito e três autos de infração. O Ibama fiscalizou vinte propriedades e lavrou nove autos de infração, totalizando quase R$ 50 mil; três termos de embargo e três termos de apreensão e depósito; além de duas notificações.
Em março de 2017, a pedido da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Porto Alegre em ação civil pública, a Justiça proibiu o uso do agrotóxico Mertin 400 em lavouras de arroz irrigado no território do Rio Grande do Sul. Na decisão, a Justiça justificou a proibição devido ao “evidenciado risco ao meio ambiente e à própria saúde humana, vez que o Mertin 400 está sendo indevidamente usado na cultura de arroz irrigado desde 2013”.

INDIGNAÇÃO DE UM ARROZEIRO

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